Adão-ondi-Amã
De acordo com a crença Mórmon, Adão-ondi-Amã (também pode ser encontrado escrito como Adam-ondi-Ahman) significa o lugar onde Adão habita. Através de revelação, o profeta Joseph Smith aprendeu que a área a nordeste do Missouri, próximo a Gallatin, era o local onde Adão viveu após ter sido expulso do Jardim do Éden.
Robert J. Matthews, o reitor de educação religiosa da Universidade de Brigham Young, disso o seguinte sobre Adão-ondi-Amã: “Adão-ondi-Amã parece ter sido referencia antigamente a uma área geral ao invés de uma pequena localidade. Se o Profeta Joseph Smith sabia naquela época (março de 1832) de uma localização especifica no Missouri a qual o nome também se aplicasse, ele não nos deixou qualquer escrito evidenciando isto. Uma segunda referencia pode ter vindo cerca de trinta e seis meses depois, no dia 28 de Março de 1835: o “vale de Adão-ondi-Amã” é especificado em uma revelação ao profeta como o local onde Adão encontrou com sua posteridade”. As revelações recebidas por Joseph Smith sobre Adão-ondi-Amã podem ser encontradas agora em Doutrina e Convênios. De uma destas revelações aprendemos que “três anos antes da morte de Adão, ele chamou “Sete, Enos, Cainã, Maalalel, Jarede, Enoque e Matusalém, todos sumos sacerdotes, e também o restante de sua posteridade que era justa, ao vale de Adão-ondi-Amã; e lá lhes conferiu sua ultima bênção” (Doutrina e Convênios 107:53).
Em Moisés 5:4-8 está registrado que Adão ofereceu sacrifícios. Oferecer sacrifício requer a construção de um altar. Joseph Fielding Smith, um dos profetas da Igreja Mórmon, disse:
“Por necessidade, os primeiros templos santificados foram topos de montanha e locais ermos no deserto. Se estamos corretamente informados, Adão edificou seu altar num monte acima do vale de Adam-ondi-Ahman. Naquele lugar, o Senhor revelou-lhe o propósito da queda e a missão do Salvador” (Joseph Fielding Smith, Doutrinas de Salvação, vol.2, Bookcraft, 1994, p. 231).
Joseph Smith encontrou um altar e mostrou as suas ruínas para inúmeras pessoas. Uma pessoa que viu as ruínas deste altar foi Heber C. Kimball. Em seu diário ele registrou o seguinte:
“os irmãos de Caldwell foram diretamente para Adam-ondi-Ahman, o qual fica a oeste da forquilha do rio Grand River. Quando chegamos encontramos o Profeta Joseph, Hyrum Smith, e Sidney Rigdon. O Profeta Joseph chamou o Irmão Brigham, a mim e outros, dizendo: ‘Irmãos, venham, me acompanhem e eu lhes mostrarei algo’. Ele nos guiou por uma pequena distancia a um lugar onde estavam as ruínas de três altares construídos com pedras, um acima do outro, e um ficando um pouco mais atrás do que o outro, semelhante ao púlpito do templo de Kirtland, representando os três graus do Sacerdócio; ‘Ali’, disse Joseph, ‘é o lugar onde Adão ofereceu sacrifícios depois que ele foi expulso do jardim’. O altar ficava no ponto mais alto do local. Eu fui e examinei o local varias vezes enquanto permaneci ali”.
Joseph Smith aprendeu através de revelação, que Adão-ondi-Amã não tem apenas importância histórica; ele também será um lugar importante para a segunda vinda de Cristo. Em Daniel 7:9-10 e 13-14 podemos ler:
“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo de sua cabeça como a pura lã; e as suas rodas de fogo ardente. Um rio de fogo manava e saia de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros. Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, e não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”.
O Ancião de Dias mencionado nesta escritura é Adão. Este fato é esclarecido em Doutrina e Convênios 116:1 “O Senhor chama Spring Hill de Adão-ondi-Amã, porque, disse ele, é o lugar ao qual Adão virá para visitar seu povo, ou melhor, onde o Ancião de Dias se assentará como mencionado por Daniel, o profeta”. As escrituras explicam através de simbolismo que Adão-ondi-Amã será o lugar onde os justos, tanto os vivos quando aqueles que já forem falecidos se reunirão. Será nesse lugar que Cristo virá e encontrara com os justos antes de sua segunda vinda.
Foi planejado que a área seria também um local para os membros da Igreja viver. “Em 1838 Joseph Smith recebeu uma revelação declarando que outros locais deveriam ser designados para a reunião dos Santos. Menos de um mês depois, um comitê explorador, com Joseph Smith como o cabeça, viajou para o Condado de Daviess, Missouri, para organizar uma nova estaca de Sião. Adão-ondi-Amã era para ser o assentamento central na área em que sobreviveram, ainda assim, suas explorações excederam em muito aquele assentamento. Evidências sugerem que Adão-ondi-Amã foi construído para ser uma verdadeira cidade de Sião. A cidade foi planejada e fundada com uma aparência semelhante a cidade chefe de Sião, e seus habitantes deveriam viver a lei da consagração. O templo [Mórmon] e ambos os prédios públicos e da Igreja deveriam ser construídos no centro da cidade, e os membros da Igreja eram designados para os lotes da cidade. Em junho de 1838, grandes companhias começaram imediatamente a construção das casas” (GENTRY, Leland H., Adam-ondi-Ahman: Uma Breve Pesquisa Histórica, Estudos BYU 13, nº 4, 1973, p. 553-576). O assentamento cresceu rapidamente para 1000 santos, mas o tempo aqui foi curto e os Santos tiveram que partir quando foi lhes dito que saíssem do Missouri ou seriam mortos.