Todos Responsáveis Por Seus Próprios Pecados

A segunda Regra de Fé na Igreja Mórmon declara que “Cremos que os homens serão punidos por seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão”.

Existem aqueles que acreditam que Adão e Eva cometeram um pecado sexual grave quando eles comeram o fruto do Jardim do Éden. Entretanto, os Mórmons acreditam que uma vez que Adão e Eva haviam sido casados pelo próprio Deus, seu pecado não foi de natureza sexual, mas foi simplesmente uma transgressão (eles comeram uma comida que não era própria para o seu estado imortal). Segundo, a crença na Igreja Mórmon é que a queda era necessária para o plano de vida e que isso é uma bênção para a humanidade uma vez que era a única maneira de Adão e Eva se tornarem mortais e terem filhos.

Por causa da Queda, somos abençoados e temos corpos físicos e podemos escolher entre o bem e o mal, permitindo a todos alcançar a vida eterna. Esses privilégios não seriam permitidos para todos os seres mortais se Adão e Eva permanecesse no jardim. Em Mosias 5:11, na Pérola de Grande Valor, Eva explica: “Se não fosse por nossa transgressão, jamais teríamos tido semente e jamais teríamos conhecido o bem e o mal e a alegria de nossa redenção e a vida eterna que Deus concede a todos os obedientes”. E em 2 Néfi 2:25, no Livro de Mórmon, o profeta Leí declara: “Adão caiu para que os homens existissem; e os homens existem para que tenham alegria”.

O Livro de Mórmon declara que cada pessoa nascida na mortalidade será levada para um julgamento final - ninguém está livre desse julgamento. Esse julgamento será realizado sobre o fundamento mortal do arbítrio de cada pessoa para que “todo homem seja responsável por seus próprios pecados no dia do juízo” (Doutrina e Convênios 101:78). Os Mórmons acreditam, e as escrituras confirmam essa crença, que haveria pouco valor para o arbítrio se não houvesse responsabilidade pelos atos.

O Senhor disse a Cain em Gênesis 4:7 que “Se bem fizeres, não é certo que será aceito?”. Como o foi com Cain, assim é para o homem mortal. Todos nós temos total liberdade de escolha quer seja para escolher o bem ou o mal, que é nosso privilégio. Mas com esse privilégio vem conseqüências das escolhas que decidimos fazer.

Cada um de nós será julgado de acordo com o grau de conhecimento e oportunidade disponível durante essa provação mortal, e sobre os registros mantidos tanto na terra quanto nos céus. Os Mórmons acreditam que cada indivíduo será julgado de acordo com as suas obras, desejos e intuitos do coração e então designados para um reino eterno por um juiz amável e imparcial, ou seja, Deus.

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