Em junho de 1829, a tradução do Livro de Mórmon estava praticamente concluída. Joseph Smith decidiu que ele deveria buscar o Copyright (direitos autorais). O copyright foi dado no dia 11 de junho de 1829, pelo Distrito do Norte de Nova York, protegendo o Livro de Mórmon de ser plagiado.
Por volta do fim de junho as negociações começaram com Egbert B. Grandin, um editor de Palmyra, para publicar o livro, mas Grandin e seus parceiros de negócio estavam hesitantes para publicá-lo. Joseph, Oliver Cowdery, Martin Harris e David Whitmer decidiram conversar com outros editores. Em Rochester, eles se encontraram com Thurlow Weed que não o publicaria porque ele não acreditava nos relatos de como Joseph havia traduzido o livro. Eles também visitaram Elihu F. Marshall, que estava disposto a publicar, mas a um preço absurdo. Os homens falaram com Egbert B. Grandin novamente, e ele finalmente decidiu publicar o livro, contanto que Martin Harris penhorasse sua fazenda para garantir o pagamento pelas impressões do Livro de Mórmon, até mesmo vendendo parte da sua fazenda se preciso. No dia 1 de julho de 1829 Joseph Smith concluiu a tradução do Livro de Mórmon.
No dia 17 de agosto de 1829, foi feito um acordo para imprimir cinco mil cópias do Livro de Mórmon a um custo de três mil dólares. Nesta época isto era uma quantidade de trabalho enorme para uma gráfica pequena. Joseph Smith designou Oliver Cowdery e Hyrum Smith para supervisionar a impressão dos livros. Isso foi feito para evitar qualquer tentativa de modificar o texto. Joseph também pediu-os para criar um segundo manuscrito e manter o original na casa dos Smith por segurança. Oliver escreveu um segundo manuscrito e o chamou de cópia da gráfica. Essa cópia foi levada peça a peça para o editor à medida que o processo de impressão era realizado. As primeiras páginas foram levadas poucos dias depois que o acordo para a publicação havia sido feito. Hyrum fez viagens quase diárias para a gráfica para supervisionar o trabalho.
O manuscrito original não tinha qualquer pontuação ou parágrafos, e com a permissão de Hyrum, um dos tipógrafos na gráfica, John E. Gilbert, adicionou pontuação e parágrafos. Com este sistema houve poucos erros que passaram para o texto, mas o livro foi cuidadosamente revisado por Joseph Smith para uma nova edição em 1840, o qual removeu a maioria dos erros de impressão originais.
Houve ainda uma oposição considerável durante a impressão do Livro de Mórmon. Um homem chamado Abner Cole usava a gráfica de Grandin aos domingos para publicar um jornal chamado Palmyra Reflector. Ele pensou que o Livro de Mórmon era falso e pegou algumas das cópias da gráfica e começou a imprimi-las em seu jornal. Hyrum e Oliver o viram fazendo isso e lhe falaram que parasse com aquilo porque o livro era protegido por direitos autorais, mas Abner não parou de imprimir as páginas. O pai de Joseph Smith imediatamente foi buscar Joseph. Joseph falou com Abner Cole, que queria brigar com Joseph, mas ele finalmente conseguiu se fazer ouvir pela razão e não mais foi feito extratos do Livro de Mórmon para impressão no Palmyra Reflector. Em janeiro de 1830 muitas pessoas em Palmyra se reuniram e assinaram petições declarando que eles não iriam comprar o Livro de Mórmon quando a impressão estivesse concluída. Egbert B. Grandin ficou preocupado, pensando que não receberia o pagamento pelas impressões e parou de imprimir. Joseph teve que voltar a Palmyra para encorajar Grandin a concluir o trabalho. Em abril de 1831, 151 acres da fazenda de Martin Harris foram leiloados para pagar a impressão do Livro de Mórmon, embora Joseph e Martin houvessem feito um contrato declarando que todo o dinheiro da venda dos livros iria para Martin para que ele não tivesse que vender sua fazenda. O Livro de Mórmon foi a venda no dia 26 de março de 1830. A venda do livro foi anunciada no jornal The Wayne Sentinel. Na época da sua impressão 5.000 livros parecia ser algo “otimista demais”, mas hoje em dia mais 5.000.000 de cópias são distribuídas anualmente e é impresso em mais de 100 idiomas diferentes.
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